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Mostrando postagens de junho, 2026
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  Avistamentos do alto dos céus do X Joka Faria Há algo estranho no ar... Vi umas imagens de objetos voadores supostamente nos terremotos da Venezuela. Mas e aí? Como acreditar em nossas visões de vídeos? Investigar, tentei; salvar para repassar, e nada. Mas os céticos dirão que é ilusão? Mas tudo não é um sonho? Com a passagem do tempo... ao acaso conseguimos parar o tempo? Não. Tudo é inexorável... interminável... Eu, que não sou Gal... Afrodite... Sou apenas João. Mais um João no registro civil... Joka é uma invenção. Mas como seria ser o outro? Corpo, alma e sentido? Mas como gostaria de explorar o Eu feminino nestes adoráveis dias LGBTQIA+... Brincar de não ser e, sendo eu, realmente existo? Estas nossas vestimentas corpóreas não dizem quem realmente somos? Tantas explicações religiosas... filosóficas... Somos biológicos, mas quem sabe máquinas? E estes recorrentes avistamentos? Eu e todo mundo somos desejo. Crianças a desvendar a vida... atores sem palco... O que Paulo Lemins...
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  Se o tempo passa o tempo todo, este senhor Tempo realmente existe? Não somos como o Super-Homem que voltou no tempo? O que você fazia hoje às quatro da tarde? Aquele você ainda é você agora? Ou o tempo, silenciosamente, já o transformou em outro? Joka Faria 26 de junho de 2026, sexta-feira.
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  Desejo numa faísca num parque ​Vários corpos bem definidos para todos os sabores do amar. E os saberes? Mas, ao acaso, somos apenas corpos? Se em nossa animalidade há o cio, onde fica o amor? Ou caminham juntos, desejo e amor, pelo mesmo corpo? Segredos ou armadilhas dos deuses? Como somos mistérios diante da esfinge. ​Joka Faria Junho de 2026 Parque Vicentina Aranha, São José dos Campos (SP)
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  Uma canção para o filme que ainda não fizemos Manhã de inverno. Por onde andam os deuses? Dia frio e chuvoso. Eu aqui, nesta existência que um dia se findará. Mas de onde realmente somos? Tudo parece um interminável sonho. Viver é para os desavisados? Não paramos de pensar. Existir. Existir. Não procurei as notícias de política. Vou ouvir "Vapor Barato", de Jards e Waly. Em que século foi composta esta canção? Como dá vontade de criar uma história para ela. Canções. Jards, Raul, Tom. Nossas canções. E onde se esconde o novo? O que decifra o século XXI? Ah, este novo. Vamos juntos criar um roteiro? Um filme que nos diga o que deve ser dito nestes estranhos dias de conservadorismo. Vamos dançar na chuva fria de inverno? Vou pegar aquele velho navio. Joka Faria Inverno de 2026
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  Leituras de cabeceira enquanto ainda respiro Dez e oito da noite. Ou 22 horas e 8 minutos. Comecei um hábito estranho: ler um livro à noite. Sei que minha vista embaralha as palavras, mas um amigo diz que é necessário. Estou lendo um livro sobre o luto. Sim, o luto. Depois é Nunca , de Fabrício Carpinejar. Devo tê-lo ganhado do Mazola. Mazola é um descobridor de palavras. Garimpa livros em sebos. Mora em algum lugar da Zona Sul de São José dos Campos. Raramente o vejo. Uma figura rodeada de palavras. Leitor voraz. Não escreve livros, mas escreve na vida. Um bom amigo ocasional. Ler é um caminho solitário que as redes sociais não substituem. Hoje vi discos voadores voando e entrando em vulcões. Espalhei o vídeo. Mas todos são incrédulos. Nem imagino o que Mazola dirá. Mas temos mesmo que falar sobre tudo? Se nunca sabemos nada. Como é estranha a rotina. Será mesmo que somos humanos? Ou uma simulação de IA? Joka Faria Inverno de 2026 Lendo dez páginas por dia....
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  Canção do Pássaro sem Asas Joka Faria Eu era um pássaro e vivia livre nos ares. Mas Cortella dizia que não somos livres. Eu já fui humano em inúmeras vidas, na tal Roda de Sansara, umas vezes nascendo mulher e outras, homem. Mas um dia tentei fugir, no astral. Samael havia me dado dicas. E fugi. Não entrava nas cavernas na hora dos trovões. E fui achado por uns magos, que me transformaram em urubu. E nasci, mas lembrando de minhas existências humanas. Um dia, num acidente, perdi uma das asas numa torre de alta tensão. Fui resgatado por uma menina, que me adotou. Levou-me para sua casa, perto de um imenso rio, e ali sobrevivi. Sempre pensei na possibilidade da inexistência. Que um tal Marcelo falava. Mas, sem voar, sem me comunicar com quem um dia fui no caso humano, viver sem voar é estranho. Voltei a recordar das Plêiades. Mas como escapar desta prisão? Não sei. Aguardo o fim, mas me divirto com ela num rio. Liberdade? Quem realmente sabe o que é? Quem dera um dia ser um golfinh...
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  O Silêncio SILÊNCIO! SILÊNCIO! Na admirável solidão destes dias conectados. Silêncio. Vivemos nossa solidão CONECTADOS. Joka Faria 17 de junho de 2026.
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  Últimas tardes de outono Ele vai caminhando solitariamente entre as brumas. E o inverno vem entre nuvens e raios de sol, chegando vagarosamente no que chamamos domingo. Enquanto a primavera adormece em um lugar distante, vai-se o outono. E nós também vamos nos despedindo no vagaroso caminhar do tempo. Um dia, quem sabe, seremos apenas memórias. Joka Faria Outono de 2026
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 Canção a Edu Planchêz numa das últimas noites de outono Junho de 2026 És um Pollock da poesia. Rei Lagarto da poesia insana das manhãs dilacerantes. Tua poesia respira vida. Eu, um súdito de um poeta visceral. Rei Lagarto. Presidente das donas-mariposas. Conversador dos jacarés encantados de Jacarepaguá. Insano sacerdote do kaos. És Edu Planchêz, do clã Planchêz. Seres-árvores, disfarçados de humanos. Joka Faria Centurião do LITTER. Raiz da poesia das noites e dos dias. Viajante de um universo-oceano. Filho das Plêiades, ainda adormecido nesta prisão que chamam de vida.
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 Uma civilização que deixou de lado as utopias Joka Faria, professor João Domingo. Quem sabe amanhã já seja sexta. E devemos ser felizes nas segundas-feiras. Pois os desafios estão aí, na vida cotidiana. Espero que seja aprovada a redução da jornada de trabalho. Há muito tempo fui do comércio. E já enfrentei jornadas de trabalho das seis da manhã às vinte e duas horas. Já soube o que é ficar com fome no trabalho. Já organizei greves desde sempre. E sei o peso social e as cobranças que é ficar desempregado. Mas o que sempre me manteve de pé foi a leitura e as artes. As religiões, para mim, nunca passaram de prisões mentais. Já li um livro sagrado três vezes. Como é feita uma lavagem cerebral em nós desde a infância. E tentam a todo momento. Mas livros, música, artes e cinema nos trazem reflexão. Tive ótimos professores. Tem um que íamos até perto da casa dele. E ele me explicava tudo sobre os movimentos sociais. Revoluções. Acho a escola atual bem defasada em relação às necessidades...
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  A vida é um atravessar do barco de Caronte? Joka Faria Como é um desafio, na atualidade, achar um bom momento para ler um livro... Estou empacado com Casa-Grande & Senzala e ainda coloquei um livro, de Fabrício Carpinejar, Depois de Nunca ... Ler é tudo e mais um pouquinho... Estou com muitas inquietações... Numa meditação que me veio, imagens sombrias. E fiz a pesquisa: é normal estas provocações... Um feriado que se vai, quatro dias. Quase sem máscaras sociais... Só com nossas inquietações, muitas vezes sombrias. Somos bem e mal em danças... Epa, pintou um Raul Seixas aí... Quem somos, que nascemos e morremos? A vida é um atravessar do barco de Caronte? Caronte e nós, sem nenhuma moeda. Só usamos cartões... Mas o Hades deve ser moderno... Altos cassinos... Nunca tinha lido esta imagem que criei... Hoje passava Matrix na TV. Não vi... Um frango assado num supermercado... Mais supermercados que farmácias... E espaços de reflexões? Tem hora que dá a impressão de que o c...
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  A heterossexualidade em dias de debates sobre gêneros Perder peso é uma obsessão nos dias atuais. Mas a vida é ganho e perda, numa sociedade competitiva. Imagine se um dia acontecesse de as pessoas quererem mudar de sexo? Sim! Dias destes, eu vi uma Luna numa entrevista no Instagram. Era uma mulher trans. Mas não vemos um debate sobre mudanças de hábitos no universo hetero. O patriarcado está firme e forte nas decisões de poder nos senados e câmaras. Alguém me falava do cinismo do povo em eleger representantes das oligarquias. Enquanto isso, está para chegar um tal Super El Niño. E deixamos de debater uma educação que seja a realidade do século XXI. Vejo uma remixagem das tradições dos anos 80 na escola pública. Nicodelis falou, num podcast, sobre uma realidade diferente em um projeto de educação. Cultura, arte e educação devem estar juntas em espaços além das escolas. Mas como entender este atual momento de Marchas para Jesus e Paradas LGBTQIA+? Mas estas multidões ...
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  Deus sujo Dedicado a Reginaldo Nascimento e Alex Cardoso. Flores selvagens amarelas... que nos levam ao rio... O rio de nossas vidas... o rio de nossa aldeia... rio que nos traz a vida e devolvemos o rancor e a dor de ser esgoto... Para mim, o córrego Cambuí que deságua no Paraíba... Rio de minhas vertigens... na canoa de ossos de Ricola... Joka Faria 4 de junho de 2026... Quinta-feira. Corpos de águas dilacerados pela saga bandeirante... https://www.youtube.com/watch? v=hoUeZ8gyBOM Área de anexos Visualizar o vídeo Peça teatral deus sujo- bate papo com Alex Cardoso do YouTube Visualizar o vídeo Peça teatral deus sujo- bate papo com Alex Cardoso do YouTube
  Corpos Dilacerados Corpos dilacerados em meio ao barro, na infantilidade de Adão e Eva... Um corpo num deserto. Uma caatinga. Um Nordeste. África. Atacama. Corpos em lama, longe da estética fácil, dócil, do Instagram. Há corpos não domesticáveis. Ancestrais. Longe, bem longe, da ingenuidade da sociedade capitalista, do fast food. Arte indigesta. Um réquiem para a alma. Joka Faria Junho de 2026. https://www.instagram.com/p/DZGn2lkR9L_/
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Os Americanos Chegaram  Bob Dylan dança ciranda em Pernambuco, com um jeito de falar português meio desengonçado.  "Esta ciranda quem me deu foi Lia de Itamaracá." Bob Dylan no meio de uma ciranda.  Jorge Mautner sai da água e grita: "To be or not to be." Casas-grandes sem senzala...  Estes americanos dançam nus.  Ciranda. Walt Whitman. Virginia Woolf.   É noite em Pernambuco.   Pegam seus barcos para irem às orgias.   Todos para Fernando de Noronha.  Cara e crachá. Para a orgia. Há que orgia.    Dançar ciranda com os americanos.  Todos nus, absolutamente nus.   Os americanos chegaram.   Joka Faria  2 de junho de 2026 Inspirado numa postagem de Djalmax no grupo Caros Amigos, no WhatsApp.  
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  THE SCREAM À Edvard Munch Caminhamos pela estrada Iluminada por uma nova estrela. Nascem novos sonhos. E tudo recomeça no início. Eis os deuses retornando e Revelando segredos já revelados E que éramos incapazes de enxergar à sombra, quanto mais à luz. Não digo à que vim, mas simplesmente caminho. Desesperadamente, grito. O mundo que via, não mais existe. Não compreendo e desespero-me busco o vento, busco a água. Caminho pela estrada iluminada pela estrela. Oh Lúcifer, dá-me a luz. Nascem sonhos e tudo inicia-se. Eis os deuses retornando Revelando segredos já revelados. Eu, incapaz de compreender mistérios Agora vejo ao longe a luz. Começo a me reconhecer. Grito em êxtase E me entrego ao sabor de ser. De repente percebo-me deus. Joka Faria Seis Passos para Abismos (2002)