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  Canção ao Desespero Nós iremos morrer, e se fará estrume de nossas memórias... Viver sem ser é desafiador... Olhamos para as estrelas, e o peido do cachorro capital nos chama a atenção. Por que não ousamos sonhar nestes dias de templos dedicados ao mercado? O capital conquistou estes corações de pedra... E não se fazem diamantes? Não nascem diamantes de mentes tão torpes e felizes na hipocrisia do mercado. Que merda é esta neste reacender de carcomidas doutrinas Monroe, sórdida América silenciada... Sórdida, perversa... no sangue perdido em guerras... Nossos sexos silenciados, desejos sucumbidos na pornografia diária... Quem somos? Fetos jogados de um estupro consentido... Despertem, filhos das Américas... Ante as almas adormecidas... Uivem... uivem... levantem-se... Rompamos toda esta alienação... Somos povos sempre massacrados... Que precisam de um novo grito de guerra... Joka Faria Agosto de 2026
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  Escritos num Quarto Estranho Uma caixa de papelão. Guardo o livro. Um cio. O desejo. A menina escondida na caixa de boneca. Uma caixa de papelão. Guardo meus sonhos. Quero fazer silêncio nestes dias tão Virtuais. Numa caixa de papelão. Escondo meu silêncio. Joka Faria Agosto de 2026
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  Hoje peguei para ler Adélia Prado, o livro Bagagem , numa tarde de sol diante da Serra da Mantiqueira. E me veio à memória Josie, Josefina Neves Mello. Figura da cena literária que nos encantava com sua criticidade, às vezes até difícil de entender. Como amo os conflitos na literatura; paz é cemitério. Na Comissão de Literatura, ajudou-nos a estruturar o LITTER, que era puro conflito entre os centuriões. Hoje, a cena é outra: uma arte enfurnada em editais, e vem um sarau para nos fazer respirar, com Vanessa e Selmer. Mas Josie era encanto, conflito, paixão pela literatura e pelas artes. Saudades e lembranças desses dias efervescentes. E vamos seguindo nesta São José dos Campos desapegada da palavra revolução. Que seus poemas e sua memória sejam resgatados, assim como os de outros mestres e mestras da literatura. Joka Faria Agosto de 2026
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  Arde o sol no fim do dia. A noite incendeia os céus. Ó lua. O sol encanta com seus cabelos dourados. Uma árvore seca em agosto. RESSURGIRÁ na primavera. Mas o olhar humano... regista o inefável. Deuses? Como seria sem o olhar humano? ​Foto de abda Almirez. Poema Joka Faria Agosto de 2026
  Quando Tudo Desmorona Nunca conversei com quem veio da morte? Ah, que sorte... Mas a morte? Às vezes tão próxima... E não joga xadrez. Essa morte, tão indelicada, muitas vezes indesejada, mas sempre certa em nossos deslizes. Nunca conversei com quem veio da morte? Ah, com medo ou sem medo, há sempre a incerteza. Então, vivamos nossas vidas ilusórias, sem fazê-la. Desapegados de tudo. Só temos a necessidade de ganhar este pão de cada dia. O resto é liberdade para amar e viver. Joka Faria 4 de agosto de 2026
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 Eu me caibo dentro de mim .. Joka Faria Antes de vir escrever. Pensei como seria ser Bob Dylan ..  Nunca imaginamos como é sentir em ser outra pessoa.  Quem sabe eu tenha sido uma bruxa queimada na idade  média?  Quem sabe ..  Eu deixei o youtube correr na tv .. Mas veio a vontade de escrever depois de horas vazias .. sabendo do mundo via youtube ..Finalmente comprei o kindle que sensação de liberdade inexistente .. Poder ler uma infinidade de livros .. Esquecer as redes  sociais .. Hoje brinquei com IA .. na manhã de sábado..  E saí para fotografar a cidade. Sexta esqueci a senha do celular .. deu branco ao instalar a conta da Amazon ... Quantas mulheres cabem dentro de nós?  Eu me caibo dentro de mim .. Não sei o que você realmente sente .. mas poderei reler Walt Whitman .. quantas vezes quiser .. eu comprei toda poesia de Paulo Leminski ..   Estou vendo videos para baixar livros grátis no kindle .. Imaginem sobreviver sem celula...
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  Mas não nos cabe um bunker Joka Faria Dia D ou C... Minha garganta dá sinais de irritação. Nada de ibuprofeno em casa. Eu assisti a um jogo decisivo em modo off-line. Só o corpo presente. Minhas divagações iam ao início dos universos. Segundo uns saberes, estamos num sétimo universo em forma líquida. Vi postagens sobre o vazamento de informações de IA. E nós ainda estamos aqui neste domingo. Como, na atualidade, escapar de usar IA? Não estamos há muito tempo nos anos 90. É 2026 este ano. Mas vi um vídeo que dizia que deveríamos contar a partir da descoberta e do uso da agricultura. Também da escrita e da matemática. Para que pensar como são os universos aos quais nunca pertencemos? Voltar a estas reflexões seria fuga? A vida é tão comum. E adorei trabalhar numa festa junina escolar, mas no mês de julho. Em breve, em agosto, vi postagens sobre cataclismos climáticos no Brasil. Mas não nos cabe bunker. Pois somos do povo. E não temos muita coisa além de nossos corpos. Ter ou ser? S...