Cadê o declínio da sociedade patriarcal? João Carlos Faria Hoje eu estava fazendo umas pesquisas no TikTok sobre as modas masculinas. Novas tendências. Vivemos um momento onde os nervos estão à flor da pele, vide o embate de Erika Hilton, deputada federal, e Ratinho, o apresentador de televisão. As questões do universo LGBTQIA+ estão aí, nos debates, muitas vezes de senso comum. Esta pauta pode chegar desfavoravelmente às eleições, sendo as esquerdas questionadas e muitas fake news. São as chamadas questões identitárias. Como a sociedade pode chegar a um equilíbrio sobre as questões das minorias? Acho muito prejudicial aos adolescentes temas como a sexualidade humana não chegarem às salas de aula. As gerações atuais continuam a ser informadas sobre sexualidade por conta e risco. Enquanto fora das escolas o debate acontece, também fora do universo digital, um abastece o outro. Debates acalorados sobre o uso de banheiros por mulheres trans. Chegou para mim uma questão de tr...
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Já ouvistes a lenda da Tartária? João Carlos Faria A tristeza tinha cheiro de espelhos quebrados. Eu estava lendo sobre sinestesia… e isso me veio. Às vezes cansa ficar sem escrever… e, nesta era de vídeos rápidos, ficamos em silêncio com a escrita. Dias corridos… escorridos… mas o silêncio é matutar… a vida tão breve… e nós nessas velocidades das redes sociais: Instagram, X (Twitter), Facebook, YouTube… e eu aqui, como um idiota diante da tela… Mas vou e volto, caminhando para o trabalho, nas manhãs de dias úteis… chuvas, concursos… quero o absurdo silêncio… descobri sobre pessoas sinestésicas no Instagram… e então estamos lendo de outras formas, bem além de Gutenberg… Ah, sou a inteligência natural desbravando a ferramenta artificial… montes de dados acumulados… Já ouvistes a lenda da Tartária? Joka Faria, abril de 2026.
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O abismo está à sua frente, e é real. Na profusão de idéias, de imagens e de sentidos presentes neste livro, seus autores mostram que, acima de tudo, importa não esmorecer. Não perder o espírito-criança, que aponta sempre para a frente e que abre portas sem medo. Se vivo, Cassiano Ricardo hoje diria: “São poetas, apesar de viverem em São José dos Campos”. Mas parece mesmo que em meio ao caos brotam as melhores iniciativas. Um livro nem sempre conquista tudo aquilo para que nasceu. Às vezes, a grande conquista de um livro de poemas é deixar de ser gaveta. Porque poema nasceu para ser lido, e idéias para serem discutidas. Próximos ao abismo, estes cinco escudeiros da palavra não se negaram o salto, e o resultado é esta mostra de um pensamento artístico inquieto e inconformado, que nos ajuda a entender os bastidores da cultura divulgada no dia-a-dia. Corpos e pensamentos nus aguardam, nestas páginas, a vestimenta que somente os leitores podem dar. Esperam asas. Longe das colunas s...
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O abismo está à sua frente, e é real. Na profusão de idéias, de imagens e de sentidos presentes neste livro, seus autores mostram que, acima de tudo, importa não esmorecer. Não perder o espírito-criança, que aponta sempre para a frente e que abre portas sem medo. Se vivo, Cassiano Ricardo hoje diria: “São poetas, apesar de viverem em São José dos Campos”. Mas parece mesmo que em meio ao caos brotam as melhores iniciativas. Um livro nem sempre conquista tudo aquilo para que nasceu. Às vezes, a grande conquista de um livro de poemas é deixar de ser gaveta. Porque poema nasceu para ser lido, e idéias para serem discutidas. Próximos ao abismo, estes cinco escudeiros da palavra não se negaram o salto, e o resultado é esta mostra de um pensamento artístico inquieto e inconformado, que nos ajuda a entender os bastidores da cultura divulgada no dia-a-dia. Corpos e pensamentos nus aguardam, nestas páginas, a vestimenta que somente os leitores podem dar. Esperam asas. Longe das colunas s...
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Há liberdade, é algo sempre em construção João Carlos Faria Tirésias, Safo, Erika Hilton. Tudo isso na experiência do feminino. Beauvoir: torna-se mulher… não só nasce? Como entender esta contemporaneidade? O que é o ser humano? Por que temos todos estes questionamentos? Haja Freud… Mas um homem se torna homem? A sociedade está se refletindo no Congresso, nas ruas. Mas somos o país que mais mata transexuais? Como vencer todos estes preconceitos? Somos naturalmente diversos. Mas a fé está aí, tão cara. Que sigo a mim mesmo dentro de meu coração. Mas foi uma jornada de desconstrução dos papéis sociais que nos são impostos. Família, tradição, propriedade… E não levaremos nada… Mas cadê a sociedade tão alternativa? Beats, hippies… E este sonho acabou. Mas todos os dias pessoas nascem… E pessoas são pessoas livres desde a infância. O resto é mera imposição social. Ah, Tirésias, que mito, um homem que experimentou por sete anos ser mulher. Mas e o contrário? ...
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Era uma praça. Continua a ser praça. Mas tão pálida, sem brilho. E assim é viver em altos e baixos. Salto alto. Botas. Era uma praça. CONTINUA a ser praça. Mas tão sem graça? As praças são do povo. Mas o mercado sempre de olho. Há praças sem poetas. Só os profetas com as bíblias na mão? Me digam, onde estão os poetas? 14 de março de 2026 Para mim, todos os dias são da senhorita poesia. Joka Faria As praças de São José dos Campos e de todas as cidades do Brasil. Cidade Vendedores de óculos. Vendedoras de corpos. O amor fast food. Uma palhaça faz entrevista. Nada de silêncio. Cidade. Estamos vivos. Há vivos. E o amor fast food, quanto custa? As praças, as ruas, num sábado que não é qualquer. Show de Léo Mandi. Num sábado que não é qualquer. Neste caos, eu escrevo. O vento em meu rosto me acaricia sem cobrar. Joka Faria 14 de março de 2026 Praça Afonso Pena, São José dos Campos, São Paulo, Brasil.