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  Canção para Entender a Prisão Chamada Educação ou Escola Joka Faria Intoxicações poéticas... a vida é tão estranha... Vi dois jovens poetas num terreno baldio, lançando seus livros no Instagram... Ouço Madstar... Hope Sandoval, mas neste momento a ouvir Bob Dylan... enquanto digito este texto que não terá leitores. Quanto é importante a maturidade. A todo momento dá vontade de chutar tudo... e achar algum planeta para morar... Como seria cortar todas as redes sociais? Fiz uma limpa em meu Facebook, reduzi a 112 amigos... E fechei ao público; agora é uma rede só minha. Imagine um dia cessar todas... estou fissurado no Instagram, não era... Mas a beleza de dois jovens que ainda se destroem com uma garrafa de bebida. Me diz, onde isso é liberdade? Este sistema nos controla cada vez mais, desde a família, escola, redes sociais... A escola é um grande lugar diário de doutrinação... já passamos por ela. E faço dela meu ganha-pão há uns dez anos. Que sistema perfeito de controle social!...
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 Uma festa de aniversário.
  O selvagem que nos habita? Deve ser silenciado. Domesticar é um ato selvagem. Onde está o humano em nós? ​Joka Faria ​Agosto de 2026
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  Para que debater o sexo de cada dia ou a ausência dele? Porque o sexo ocupa 48 horas dentro de um dia de 24 horas. Nossas cabeças e corpos se estremecem ante a necessidade de prazeres. Na internet, tudo, ou quase tudo, se relaciona a isso. Vejam Instagram, TikTok... As pressões de grupos de religião. Na adolescência. Nem falo dos sonhos perversos? Ou vai me dizer que nunca os teve, caro leitor? Caríssima leitora? Escrevo porque a colunista da Folha, no X, de sexo pediu demissão; com certeza, a vaga não será minha. Pois homem não deve escrever sobre sexo pelo peso do patriarcado. Como as pessoas são tão hipócritas... A Bruna Maia deixou a coluna. Um vazio. Eu, sempre que me lembro, leio para ver novidades. Sou apaixonado por ler jornais desde que me fiz leitor. Hoje, no aplicativo da Folha de São Paulo. Tem pessoas que se atualizam pelo X; prefiro o velho jornal. Ficarei com saudades desta colunista. Em breve descubro a próxima. Que tenha um bom voo. Hoje precisamos entender e deb...
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  Canção ao Desespero Nós iremos morrer, e se fará estrume de nossas memórias... Viver sem ser é desafiador... Olhamos para as estrelas, e o peido do cachorro capital nos chama a atenção. Por que não ousamos sonhar nestes dias de templos dedicados ao mercado? O capital conquistou estes corações de pedra... E não se fazem diamantes? Não nascem diamantes de mentes tão torpes e felizes na hipocrisia do mercado. Que merda é esta neste reacender de carcomidas doutrinas Monroe, sórdida América silenciada... Sórdida, perversa... no sangue perdido em guerras... Nossos sexos silenciados, desejos sucumbidos na pornografia diária... Quem somos? Fetos jogados de um estupro consentido... Despertem, filhos das Américas... Ante as almas adormecidas... Uivem... uivem... levantem-se... Rompamos toda esta alienação... Somos povos sempre massacrados... Que precisam de um novo grito de guerra... Joka Faria Agosto de 2026
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  Escritos num Quarto Estranho Uma caixa de papelão. Guardo o livro. Um cio. O desejo. A menina escondida na caixa de boneca. Uma caixa de papelão. Guardo meus sonhos. Quero fazer silêncio nestes dias tão Virtuais. Numa caixa de papelão. Escondo meu silêncio. Joka Faria Agosto de 2026
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  Hoje peguei para ler Adélia Prado, o livro Bagagem , numa tarde de sol diante da Serra da Mantiqueira. E me veio à memória Josie, Josefina Neves Mello. Figura da cena literária que nos encantava com sua criticidade, às vezes até difícil de entender. Como amo os conflitos na literatura; paz é cemitério. Na Comissão de Literatura, ajudou-nos a estruturar o LITTER, que era puro conflito entre os centuriões. Hoje, a cena é outra: uma arte enfurnada em editais, e vem um sarau para nos fazer respirar, com Vanessa e Selmer. Mas Josie era encanto, conflito, paixão pela literatura e pelas artes. Saudades e lembranças desses dias efervescentes. E vamos seguindo nesta São José dos Campos desapegada da palavra revolução. Que seus poemas e sua memória sejam resgatados, assim como os de outros mestres e mestras da literatura. Joka Faria Agosto de 2026