Canção à Brisa de Outono Joka Faria Noite de outono é uma brisa. Adentra meu quarto. Leio a Folha de São Paulo; às vezes, matérias que servem para alguma coisa, outras nem tanto. O celular em silêncio. Já fechei o WhatsApp. Esta brisa, enquanto as matérias tentam nos alertar sobre o Super El Niño. Mas gosto mesmo é de leite em pó com açaí. Como gostaria de experimentar um açaí no Ver-o-Peso, em plena Amazônia. Mas tem o açaí juçara da Mata Atlântica. Vi Celso de Alencar declamar seu poema sobre a calcinha, bem longe desta sensualidade esquizofrênica em que vivemos. O Facebook já não é o mesmo, mas ainda permite textos, enquanto as outras redes sociais são só vídeos. Que empresa irá criar redes sociais do Sul Global? Salve o Entrementes e meus resistentes blogs. Continuo a não ter grana para lançar meu segundo livro. Contra o fascismo, só temos fé em nossa humanidade. Estes dias, só fui ao cinema na sexta-feira, sem o pecado de nada. Sábado e domingo em silêncio, sem caminhadas, l...
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Canções da inexistência Cactus não olham espelhos. Não relatam a vida. Imaginem se os espelhos revelassem nossos segredos... A nudez de nossas almas? Cactus não olham espelhos. Quem somos nos umbrais das noites? Cactus não olham espelhos. Almas dilaceradas pelo cansaço de ir e vir nessa imensa roda-gigante. Cactus não olham espelhos. Como é triste viver adormecido enquanto o universo pulsa. Cactus não olham espelhos. Seus espinhos nos dilaceram nas idas e vindas dos umbrais. Cactus não olham espelhos. Até quando esta ilusão que chamamos de vida? Cactus não olham... não olham espelhos... Só sentem o tempo esperado para o fim nesta dimensão? Cactus não olham espelhos e não refletem, e te mostram nu diante desta ilusão chamada vida? Joka Faria 25 de maio de 2026, segunda-feira.
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Anônima, Vanessa Alves Por Joka Faria Domingo, ontem estive no lançamento de Anônima , de Vanessa Alves, um livro que já estou devorando. Uma leitura sem limites da vida. Rompe tabus ainda insistentes sobre a sexualidade humana. Um livro que merece ser lido, devorado, degustado. Menos de cem páginas de um romance ousado e totalmente poético. Segundo livro desta poeta e escritora brasileira, nascida no interior de São Paulo, em São José dos Campos, formada em Jornalismo. Vai para capitais como São Paulo e Rio de Janeiro e vem conquistando espaços de público e crítica. Circula pelas cenas literárias e artísticas destas cidades. Procurem e leiam seu livro. Anônima. Segue uma entrevista que fiz com ela e que está no meu canal do YouTube, Instagram, Facebook e TikTok. Já estou na leitura de seu livro. Comecei a ler ao sol da Vista Linda, em frente ao Banhado. João Carlos Faria 24 de maio de 2026, domingo Fui convidado a escrever letras de música para um cineasta...
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Neblina cheia de mistérios Que venha o sono. O sonho que não me apavore nestes dias de névoa, a neblina de cada manhã. A neblina que me traz a velha sinusite, mas que me permite o sono da tarde ao cair da chuva. Sono depois de um dia trabalhado. Mas qual o sentido de tudo? Na névoa das verdadeiras manhãs de outono? E as cidades. A minha tem a miragem de um oceano e perigosos portais de dimensões... A névoa que os abre? Há dias de outono... La Niña , El Niño ... Crises climáticas... poluição? E nós aqui, a contemplar a neblina no ir e vir das rotinas, enquanto a vida simplesmente passa. Joka Faria Maio de 2026, outono.
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Nas brechas do mercado Joka Faria, professor João. Nada como encontros. Este mês, minha rotina de finais de semana está enriquecida com passeios pelo Vale do Paraíba. Boas companhias e papos do mais trivial ao filosófico, literário e reflexões no campo da política. Se bem que, na política, não estou inquieto, e sim mais acompanhando os fatos históricos. Sou leitor de jornais. Hoje em dia, através de aplicativos da Folha de São Paulo, G1 e BBC em Inglês. Meu X, antigo Twitter, eu preciso treinar os algoritmos. Só me vêm vídeos que não acrescentam na reflexão. Estou tranquilo, embora saiba que eleições são um desafio para as forças democráticas, não só no Brasil, mas no mundo todo. Aqui no Brasil, pós-Dilma Rousseff, enfrentamos esta nova extrema direita que chamo de extrema pobreza humana. Não tenho me interessado, ou nada tem me chamado a atenção, nas lutas em minha cidade. Uma cidade de voto bem conservador, mas que já teve duas gestões do PT. Mas hoje despontam novas lidera...