Como será o pós-vida? João Carlos Faria Eu estava passando o tempo no Facebook, aí tinha uma postagem do MUBI. Uma plataforma de filmes mais ousados para quem gosta de um estilo de cinema. Hoje descansamos as vistas nas redes sociais. Suportaríamos meses sem estas redes? Ou sem fazer um diálogo insano com uma IA? Enfim, continuamos em nossa solidão, mas enganadamente conectados. Na minha juventude, eu e três amigos nos encontrávamos depois de uma sessão de filmes cult . Aí mandei uma mensagem: que tudo passa. E quem sabe estaríamos em encontros em 2070. Pô, se vivo estiver, estarei com cento e um. Como a vida passa num piscar de olhos! E tanta coisa por fazer. Como será o pós-vida? Vemos os supermercados da fé e suas prateleiras repletas de crença. Mas, realmente, e aí? E se for como uma amiga pensa: um não existir? Eu sonho, respiro e descubro canais de ensinamento cósmico. Mas certeza, quem realmente tem? Eu atualmente acompanho alguém no YouTube. E acho que todos têm a l...
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Acho Edu Planchez um dos artistas mais originais da atualidade. Não sabemos se o reconhecimento virá. Mas quem aprecia artes fora do mercado já se afasta do lugar-comum. Edu é marcante. Na poesia e na música. O teatro ainda não o descobriu. Aqui, um vídeo de onze anos atrás, que o YouTube me indicou. Joka Faria Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026. Mas, no universo, datas não existem. Sendo presente, já somos passado.
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Reflexão sobre redes sociais João Carlos Faria Não é possível que a vida seja tão desinteressante assim para mergulharmos tanto nas redes sociais? Ali é uma droga que nos alivia? Tantas pessoas perfeitas, modas, utensílios, músicas, políticas. Neste sol de carnaval. Eu não tenho mais interesse em carnavais. Nós somos condicionados a uma felicidade inexistente. Veremos tantos livros que não teremos tempo para ler. Eu estou há meses com Os Sertões , de Euclides da Cunha. Um relato bárbaro. O Instagram parece um desfile ácido de felicidades. Afinal, qual o sentido de não ter sentido? Joka Faria 16 de fevereiro de 2026, segunda-feira de carnaval.
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Reflexão sobre redes sociais João Carlos Faria Não é possível que a vida seja tão desinteressante assim para mergulharmos tanto nas redes sociais? Ali é uma droga que nos alivia? Tantas pessoas perfeitas, modas, utensílios músicas , políticas. Neste sol de carnaval. Eu não tenho mais interesse em carnavais nós somos condicionados a uma felicidade inexistente. Veremos tantos livros que não teremos tempo para ler. Eu estou há meses com os Sertões de Euclides da Cunha. Um relato bárbaro. O instagram parece um desfile ácido de felicidades. Afinal qual o sentido de não ter sentido? Joka Faria 16 de Fevereiro de 2026 , segunda -feira de carnaval.
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Mas quem somos na era da Inteligência Artificial Por João Carlos Faria Tenho telhado de vidro no debate sobre o uso de IA na escrita. Uso, sim, ferramentas de IA para revisão de texto — inclusive o GPT. Esse debate cresce a cada dia e é necessário. Este texto, porém, estou escrevendo sem enviá-lo para correção automática. Com a mão esquerda enfaixada e engessada — sendo eu canhoto — escrevo neste domingo de Carnaval. As ideias são sempre minhas. Ainda assim, vivemos tempos em que desconfiamos de tudo o que lemos e vemos nos meios digitais. Até grandes jornais nos enganam? Acompanhei o debate no YouTube e cheguei a um texto lúcido e crítico de Paulo Ghiraldelli. Li também a defesa da colunista da Folha, Natália Beauty, e o texto de Paulo Markun. E aqui, no Entrementes, escrevo. Essas IAs já fazem parte da nossa vida cotidiana, mas não passam de algoritmos sem vida. Mesmo assim, somos expostos a essa “magia”. O X (ex-Twitter) está repleto de vídeos que nos confundem — e que mu...
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Um pedal até a Vila Unidos Hoje, segunda-feira em que as férias insistem em acabar. Fui pedalar até a Vila Unidos, uma comunidade que resiste para manter uma praça. Em dias nefastos, onde o poder segue a doutrina liberal. Enfim, o mercado faz as regras. Mas, neste povoado, há uma resistência. Resistir é para poucos. O resto é abertura para o mercado. O desejo do banco Master. Cheguei ao local. Tudo em silêncio. Fui parar no Caeté, num lugar que sempre vou, e comi uma coxinha fria, pois energia elétrica não havia. Em idas e voltas, voltei pela nova estrada da Petybom. Enquanto isso, o mercado faz suas negociatas com os políticos da ocasião, e o povo sempre cuidando de suas vidas, em idas ao berço esplêndido de completa alienação. E a Vila se faz unida. Joka Faria 2 de fevereiro de 2026 Segunda-feira.