O abismo está à sua frente, e é real. Na profusão de idéias, de imagens e de sentidos presentes neste livro, seus autores mostram que, acima de tudo, importa não esmorecer. Não perder o espírito-criança, que aponta sempre para a frente e que abre portas sem medo. Se vivo, Cassiano Ricardo hoje diria: “São poetas, apesar de viverem em São José dos Campos”. Mas parece mesmo que em meio ao caos brotam as melhores iniciativas. Um livro nem sempre conquista tudo aquilo para que nasceu. Às vezes, a grande conquista de um livro de poemas é deixar de ser gaveta. Porque poema nasceu para ser lido, e idéias para serem discutidas. Próximos ao abismo, estes cinco escudeiros da palavra não se negaram o salto, e o resultado é esta mostra de um pensamento artístico inquieto e inconformado, que nos ajuda a entender os bastidores da cultura divulgada no dia-a-dia. Corpos e pensamentos nus aguardam, nestas páginas, a vestimenta que somente os leitores podem dar. Esperam asas. Longe das colunas s...
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O abismo está à sua frente, e é real. Na profusão de idéias, de imagens e de sentidos presentes neste livro, seus autores mostram que, acima de tudo, importa não esmorecer. Não perder o espírito-criança, que aponta sempre para a frente e que abre portas sem medo. Se vivo, Cassiano Ricardo hoje diria: “São poetas, apesar de viverem em São José dos Campos”. Mas parece mesmo que em meio ao caos brotam as melhores iniciativas. Um livro nem sempre conquista tudo aquilo para que nasceu. Às vezes, a grande conquista de um livro de poemas é deixar de ser gaveta. Porque poema nasceu para ser lido, e idéias para serem discutidas. Próximos ao abismo, estes cinco escudeiros da palavra não se negaram o salto, e o resultado é esta mostra de um pensamento artístico inquieto e inconformado, que nos ajuda a entender os bastidores da cultura divulgada no dia-a-dia. Corpos e pensamentos nus aguardam, nestas páginas, a vestimenta que somente os leitores podem dar. Esperam asas. Longe das colunas s...
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Há liberdade, é algo sempre em construção João Carlos Faria Tirésias, Safo, Erika Hilton. Tudo isso na experiência do feminino. Beauvoir: torna-se mulher… não só nasce? Como entender esta contemporaneidade? O que é o ser humano? Por que temos todos estes questionamentos? Haja Freud… Mas um homem se torna homem? A sociedade está se refletindo no Congresso, nas ruas. Mas somos o país que mais mata transexuais? Como vencer todos estes preconceitos? Somos naturalmente diversos. Mas a fé está aí, tão cara. Que sigo a mim mesmo dentro de meu coração. Mas foi uma jornada de desconstrução dos papéis sociais que nos são impostos. Família, tradição, propriedade… E não levaremos nada… Mas cadê a sociedade tão alternativa? Beats, hippies… E este sonho acabou. Mas todos os dias pessoas nascem… E pessoas são pessoas livres desde a infância. O resto é mera imposição social. Ah, Tirésias, que mito, um homem que experimentou por sete anos ser mulher. Mas e o contrário? ...
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Era uma praça. Continua a ser praça. Mas tão pálida, sem brilho. E assim é viver em altos e baixos. Salto alto. Botas. Era uma praça. CONTINUA a ser praça. Mas tão sem graça? As praças são do povo. Mas o mercado sempre de olho. Há praças sem poetas. Só os profetas com as bíblias na mão? Me digam, onde estão os poetas? 14 de março de 2026 Para mim, todos os dias são da senhorita poesia. Joka Faria As praças de São José dos Campos e de todas as cidades do Brasil. Cidade Vendedores de óculos. Vendedoras de corpos. O amor fast food. Uma palhaça faz entrevista. Nada de silêncio. Cidade. Estamos vivos. Há vivos. E o amor fast food, quanto custa? As praças, as ruas, num sábado que não é qualquer. Show de Léo Mandi. Num sábado que não é qualquer. Neste caos, eu escrevo. O vento em meu rosto me acaricia sem cobrar. Joka Faria 14 de março de 2026 Praça Afonso Pena, São José dos Campos, São Paulo, Brasil.
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Rainha do Carvão João Carlos Faria Estes dias descobri as histórias sobre a Tartária, uma lenda como a Atlântida. Sei que estamos num desenlace de uma já terceira guerra? Pressão para reeleger Lula para não virarmos uma Argentina e termos mais perda de direitos. Como diria a canção de Renato Russo, vivemos num mundo doente. E Raul Seixas, quem não tem colírio usa óculos escuros. Mas a vida é algo estranho, nascemos e estamos aqui. Crescemos e temos que ganhar a vida, e a maioria não irá enriquecer. Da Tartária cheguei a Nicolas Tesla. Uma civilização que, segundo Marcelo Marins, foi embora deste planeta. Mas tudo é história ou estória. Sou um ficcionista, se bem que mais para crônicas. A vida é estranha, assisti a um filme argentino na Netflix, Rainha do Carvão, que conta a história real de uma mulher trans. Que roteiro bem construído, mostrando as minas de carvão na Argentina, não o lado turístico. E como ela é expulsa de casa e acolhida por outra mulher trans, consegue o trabalh...