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  Reflexão sobre redes sociais João Carlos Faria Não é possível que a vida seja tão desinteressante assim para mergulharmos tanto nas redes sociais? Ali é uma droga que nos alivia? Tantas pessoas perfeitas, modas, utensílios, músicas, políticas. Neste sol de carnaval. Eu não tenho mais interesse em carnavais. Nós somos condicionados a uma felicidade inexistente. Veremos tantos livros que não teremos tempo para ler. Eu estou há meses com Os Sertões , de Euclides da Cunha. Um relato bárbaro. O Instagram parece um desfile ácido de felicidades. Afinal, qual o sentido de não ter sentido? Joka Faria 16 de fevereiro de 2026, segunda-feira de carnaval.
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 Reflexão sobre redes sociais João Carlos Faria Não é possível que a vida seja tão desinteressante assim para mergulharmos tanto nas redes sociais?  Ali é uma droga que nos alivia?  Tantas pessoas perfeitas, modas, utensílios  músicas , políticas.  Neste sol de carnaval. Eu não tenho mais interesse em carnavais nós somos condicionados a uma felicidade inexistente. Veremos tantos livros que não teremos tempo para ler. Eu estou há meses com os Sertões de Euclides da Cunha.  Um relato bárbaro.  O instagram parece um desfile ácido de felicidades. Afinal qual o sentido de não ter sentido? Joka Faria  16 de Fevereiro de 2026 , segunda -feira de carnaval.
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  Mas quem somos na era da Inteligência Artificial Por João Carlos Faria Tenho telhado de vidro no debate sobre o uso de IA na escrita. Uso, sim, ferramentas de IA para revisão de texto — inclusive o GPT. Esse debate cresce a cada dia e é necessário. Este texto, porém, estou escrevendo sem enviá-lo para correção automática. Com a mão esquerda enfaixada e engessada — sendo eu canhoto — escrevo neste domingo de Carnaval. As ideias são sempre minhas. Ainda assim, vivemos tempos em que desconfiamos de tudo o que lemos e vemos nos meios digitais. Até grandes jornais nos enganam? Acompanhei o debate no YouTube e cheguei a um texto lúcido e crítico de Paulo Ghiraldelli. Li também a defesa da colunista da Folha, Natália Beauty, e o texto de Paulo Markun. E aqui, no Entrementes, escrevo. Essas IAs já fazem parte da nossa vida cotidiana, mas não passam de algoritmos sem vida. Mesmo assim, somos expostos a essa “magia”. O X (ex-Twitter) está repleto de vídeos que nos confundem — e que mu...
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  Um pedal até a Vila Unidos Hoje, segunda-feira em que as férias insistem em acabar. Fui pedalar até a Vila Unidos, uma comunidade que resiste para manter uma praça. Em dias nefastos, onde o poder segue a doutrina liberal. Enfim, o mercado faz as regras. Mas, neste povoado, há uma resistência. Resistir é para poucos. O resto é abertura para o mercado. O desejo do banco Master. Cheguei ao local. Tudo em silêncio. Fui parar no Caeté, num lugar que sempre vou, e comi uma coxinha fria, pois energia elétrica não havia. Em idas e voltas, voltei pela nova estrada da Petybom. Enquanto isso, o mercado faz suas negociatas com os políticos da ocasião, e o povo sempre cuidando de suas vidas, em idas ao berço esplêndido de completa alienação. E a Vila se faz unida. Joka Faria 2 de fevereiro de 2026 Segunda-feira.
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  E cadê os jornais impressos de papel? Joka Faria Ai, como é a tecnologia agora: o Google está reclamando de espaço, quase me deixa sem e-mail. Estou apagando. Estas maneiras das big techs para nos manter dependentes. Que sociedade é esta que estamos vivendo? O Google é monopólio, e nós aqui, com a boca escancarada de dentes, sendo dependentes das big techs, seu Raul Seixas. E cadê o desenvolvimento destas tecnologias? Pelos países do BRICS e outros? Para isso, dependemos de pesquisas de universidades de ponta, de melhoria da educação infantil ao doutorado. E o que fazemos enquanto sociedade? Nos Estados Unidos há uma caça às bruxas, com uma política anti-imigração, o ICE. Acabei de fazer uma transmissão ao vivo no YouTube com poemas de Celso de Alencar. Hoje reservei um tempo para leituras de livros. Já há um movimento de retomada da escrita à mão. Estamos no verão e chove, como na música  Chove, chove . Hoje escrevi um texto curto. Escrever, ler… E cadê os jornais de papel?...
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Como somos felizes em sermos imperfeitos Joka Faria Eu nunca escrevi uma carta de amor. E nem pediria a uma IA que escrevesse uma por mim. Nunca abri um Tinder. Já pensei em abrir. Eu estava respirando para escrever. Pode ser também um bilhete, mas acho que ela talvez não entendesse a minha letra. Creio que nem as bancas de concurso entenderiam. Como somos felizes em sermos imperfeitos. Isso nos faz humanos. Não gosto da perfeição das coisas certinhas. Gostei de ver o pneu da minha bicicleta, bem longe de casa, murchar — e uma pessoa o encheu para mim. Parei de trocar as marchas da bicicleta: só pedalo na mais pesada. Desço para depois subir os morros, e aí eu curto o caminho. Afinal, quem somos nestes dias em que até nas férias nos sentimos cansados? Tenho que estudar para mais um concurso. Já perdi a conta de quantos foram. Fui bem melhor no ano passado. Mas isso tudo nos distrai de ouvir o canto do passarinho. Ou de levar um cachorro para passear. Há um livro que nunca termino de l...
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