Feira do Colonial: Grito das Periferias Há a Feira do Colonial. É o povo. Não a classe média domesticada do Vicentina Aranha. A feira é liberdade. É vida. A cidade ali respira. Respira. Não é domesticada. Não é adestrada. Abaixo a zona de conforto. A arte é a Zona Norte carioca. É a periferia de Sampa. É Goiás. É este imenso Brasil. A arte em São José tem que explodir nas periferias. Só as periferias salvam o Brasil da mesmice de uma classe que se acha elite — e continua a ser povo, presa no narcisismo, sem reflexão. A arte pega a merda na mão e joga na cara dos que causam injustiça social. Liberdade — um grito que ecoa desde a Inconfidência Mineira. Joka Faria Abril de 2026 São José dos Campos — SP Joka fez parte da descentralização da cultura no Departamento de Ação Cultural da Fundação, na gestão da prefeita Angela Guadagnin (PT), sob o comando de André Freire e Beth Brait.
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Feira do Colonial a vida explode no sol de outono João Carlos Faria Domingo de uma emenda de feriado. Decidi visitar a Feira do Colonial, um bairro da Zona Sul de São José dos Campos, interior de São Paulo. Vale do Paraíba .. Levantei -me decidido não abrir a caixa de pandora no caso o celular. Café tomado .. dez horas de matina.. Da Zona Leste .. Vila Industrial atravessar a cidade a braçadas. Ônibus elétrico em frente a um shopping.. E finalmente na feira. Músicas ao vivo .. Casa de Cultura fechada sem presença da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Mas A arte emerge da vontade humana de viver. E a vida ali explodia de música nordestina .. Uma rádio de feira.. Milhares de pessoas vão às compras .. Comerciantes desde às três da madrugada para ganhar a vida. Inúmeras barracas de livros , sebos. Nada de intervenções artísticas conceituais. Quando o povo respira para voltar a rotina. Calor , sol , açaí na barraca Espetinho do Joe...
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Por onde anda a inspiração? João Carlos Faria Estou tentando achar a inspiração. Ela anda meio escorregadia. Cismou de brincar de esconde-esconde. Entra nas minhas memórias. Às vezes cria novas memórias. E não acho o fio de Ariadne? Estou perdido em vários eus. Ai, este ego... Eita memória. Dias destes achou um portal. E navegou por aí... visitou os abismos entre galáxias. Mas conseguiu escapar e voltou. Ela às vezes é uma menina brincando num supermercado. E outra navega entre galáxias. Uns mares bravios. Mas como é a memória? Tem uma autonomia? Ela vai dançar ciranda em Pernambuco. Mas eu só fui à Rodoviária de Recife. Então não tenho como ter dançado ciranda em Recife. Talvez seja uma memória de algo que ainda não aconteceu. Quantas vidas já tivemos... E se ela tivesse outras memórias? Como amigas... e emprestasse seus desejos. Mas que memória que circula por aí... Será que a inspiração voltou? Joka Faria Abril de 2026 Este poema resultará em outra memória. Outros poemas. Afin...
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Cadê o declínio da sociedade patriarcal? João Carlos Faria Hoje eu estava fazendo umas pesquisas no TikTok sobre as modas masculinas. Novas tendências. Vivemos um momento onde os nervos estão à flor da pele, vide o embate de Erika Hilton, deputada federal, e Ratinho, o apresentador de televisão. As questões do universo LGBTQIA+ estão aí, nos debates, muitas vezes de senso comum. Esta pauta pode chegar desfavoravelmente às eleições, sendo as esquerdas questionadas e muitas fake news. São as chamadas questões identitárias. Como a sociedade pode chegar a um equilíbrio sobre as questões das minorias? Acho muito prejudicial aos adolescentes temas como a sexualidade humana não chegarem às salas de aula. As gerações atuais continuam a ser informadas sobre sexualidade por conta e risco. Enquanto fora das escolas o debate acontece, também fora do universo digital, um abastece o outro. Debates acalorados sobre o uso de banheiros por mulheres trans. Chegou para mim uma questão de tr...
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Já ouvistes a lenda da Tartária? João Carlos Faria A tristeza tinha cheiro de espelhos quebrados. Eu estava lendo sobre sinestesia… e isso me veio. Às vezes cansa ficar sem escrever… e, nesta era de vídeos rápidos, ficamos em silêncio com a escrita. Dias corridos… escorridos… mas o silêncio é matutar… a vida tão breve… e nós nessas velocidades das redes sociais: Instagram, X (Twitter), Facebook, YouTube… e eu aqui, como um idiota diante da tela… Mas vou e volto, caminhando para o trabalho, nas manhãs de dias úteis… chuvas, concursos… quero o absurdo silêncio… descobri sobre pessoas sinestésicas no Instagram… e então estamos lendo de outras formas, bem além de Gutenberg… Ah, sou a inteligência natural desbravando a ferramenta artificial… montes de dados acumulados… Já ouvistes a lenda da Tartária? Joka Faria, abril de 2026.
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O abismo está à sua frente, e é real. Na profusão de idéias, de imagens e de sentidos presentes neste livro, seus autores mostram que, acima de tudo, importa não esmorecer. Não perder o espírito-criança, que aponta sempre para a frente e que abre portas sem medo. Se vivo, Cassiano Ricardo hoje diria: “São poetas, apesar de viverem em São José dos Campos”. Mas parece mesmo que em meio ao caos brotam as melhores iniciativas. Um livro nem sempre conquista tudo aquilo para que nasceu. Às vezes, a grande conquista de um livro de poemas é deixar de ser gaveta. Porque poema nasceu para ser lido, e idéias para serem discutidas. Próximos ao abismo, estes cinco escudeiros da palavra não se negaram o salto, e o resultado é esta mostra de um pensamento artístico inquieto e inconformado, que nos ajuda a entender os bastidores da cultura divulgada no dia-a-dia. Corpos e pensamentos nus aguardam, nestas páginas, a vestimenta que somente os leitores podem dar. Esperam asas. Longe das colunas s...