Easy rider, sem destino Joka Faria Ulisses passeava pela praia, campeonato de surf em Maresias.. Lembrava-se daquele pastor chutando santas.. de terreiros de candomblé sendo atacados.. ele acompanha as eleições brasileiras com atenção. Trump tem tentado intervir nas redes sociais e nas Américas. Eleições emocionantes entre a democracia e o caos. Foi comprar um açaí, Ulisses ama açaí.. lindas mulheres seminuas num dia de primavera.. Ulisses perdeu-se na praia.. sem celular, camisa.. encontrou uma tv, deu uma entrevista que nunca vai para o ar.. Maresias é um amor de praia, com toda a badalação.. Ulisses sempre amou praias desertas e agora na muvuca.. São Seba é incrível, nenhuma praia de naturismo? Que falta de liberdade, chutar santas em país católico? Tirar o dia da padroeira? Ulisses respeita todas as fés que já não tem As eleições já estão decifradas? Mas dizem que deuses são ficção? Mas tirar a liberdade de fé? E demais, as prateleiras de fé estão tão lotadas.. Ulisse...
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Ai que saudade de Paulo Freire Joka Faria Nestes dias de chuvas abundantes em setembro... amanhã com certeza é primavera... Nem sei quando chega o verão... só sei que amo ler não só os livros, mas a vida. Aprendi a amar dar aulas, nas escolas já fiz de tudo com a função eventual... dez anos, e como prêmio ganho a perda de um contrato. Estava feliz com a escola que escolhi... Amo os confrontos diários... sejam crianças ou adolescentes... Já não tenho ideia se irei passar em algum concurso e se irei continuar fazendo... Mas perder um trabalho é uma rotina no capitalismo, não temos nenhuma estabilidade... pequenos ditadores sempre passam, e os grandes também... Gabriel García Márquez faz uma leitura da América em seus livros... tenho vontade de rever a série Cem Anos de Solidão na Netflix... com certeza relerei Cem Anos no Kindle... Mas perder um trabalho é coisa passageira para quem aprendeu a amar a função de professor, devo ser um professor fora da ordem, poi...
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uma crônica de setembro Se vier o fim, o apocalipse não iremos nos aposentar Vivemos este setembro chuvoso e frio, sem sol de primavera. Fui para as ruas, fiquei longe da internet. Tenho alguns anos de trabalho ainda — com fim ou sem fim, ainda estamos nesta dimensão. João Carlos Faria Joka Faria · Setembro, 20, Domingo · 2026 Se vier o fim o apocalipse não iremos nos aposentar Joka Faria Dias tão estranhos como os que vivemos agora, às vezes está difícil o hábito da escrita. Pois carecemos de nos entender para interpretar o mundo. Vivemos este setembro chuvoso e frio. Sem sol de primavera, nem as manhãs de setembro. Amo as canções de Beto Guedes e de Vanusa. Eu gostaria de arriscar um conto. Mas a crônica se faz necessária. A cidade me fez mais necessária que nunca na sexta e no sábado. Fui para as ruas. Fiquei longe da internet. Fabrício Carpinejar tem refletido sobre isso, assim alguém me falou.. Vi ao acaso marcha da maconha na rua 7 de setembro e a guarda municipal conversa...
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A ilusão que nos cerca dentro desta caverna Joka Faria Luzes, céu, colorido... um universo diante de olhares abismados... Ela não sentiu sua desmaterialização. Era uma tarde de quarta-feira... E a vida transcorria normalmente... E tudo começou a ruir... os pilares dimensionais... Tudo se dissolvendo... E cá estamos de novo aqui em nossas rotinas... Até quando? Quando? Me diga... me diga... toda esta rotina... nascer, crescer, morrer? Você não percebe nada estranho nisso? Ir e vir com estas explicações pífias, escolas, religiões, o desejo da família? A mulher trans declarava sua liberdade no Instagram... Nunca aceitara o que era? Uma bíblia debaixo do braço, e o culto achava tudo mentira... Um nome masculino de batismo... E agora, ela feliz com seus cães, vivendo numa periferia. Será que ela nunca percebeu a dimensão em colapso? Tantas ilusões, não negue. As bruxas existem, enormes em suas vassouras... Sofia Isella com suas performances, sua poética... E ela viu tudo ruir... e não...
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Canção das entrelinhas Joka Faria Eu sou travestido de roupas masculinas. Dualidades... Somos admiráveis seres humanos... Embora, muitas vezes, desumanos. Ser e ter... se somos espírito e caos. A política nos inferniza... Quase nunca para o bem dos inconformados... Povo, massa de manobra... Enquanto as covas do dia seguinte estão sendo preparadas em frente a uma escola... Eu e tu travestidos de imposições sociais. Ney Matogrosso e Xuxa mostram as possibilidades imagéticas de corpos não domesticáveis... Eu travestido e vestido de humano. Anseio por voltar ao meu EU SUPERIOR... Desço escadas nesta dimensão de fantasia... Corpos domesticáveis pela mídia diária, pela educação... Quando realmente saberemos os caminhos reais até a liberdade? João Carlos Faria 9 de setembro de 2026, dias frios e chuvosos de inverno. Quarta-feira.
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Só nos resta os livros Joka Faria Dias frios de inverno, e a vida está aí. Quem somos? Em nossas inúmeras possibilidades de identidades? O tempo esvazia-se na ampulheta, uma eterna busca para se entender. Os desafios diários. Fantasias, sonhos... liberdade? De fato, sabemos o que é liberdade? O filósofo Solfidone... nos diz que não somos livres nem do vaso sanitário. Saída para viver e deixar de sobreviver. O Brasil em plenas eleições, onde a democracia liberal está sempre em jogo. É uma democracia de fato, onde podemos conquistar nossos sonhos? Pensar utopias? Vivemos numa sociedade onde os sonhos são tolhidos... pela necessidade eterna de sobreviver e nunca viver... E nosso tempo se esvazia na ampulheta. Saúde, chegada da terceira idade em poucos anos. Amores que nunca se realizaram... e estamos numa sociedade onde o simples ato de consumir é uma felicidade momentânea. Os supermercados das crenças estão aí... Qual é a sua? Eu já usei e abusei destas prateleiras de crenças. Consu...