Canção do esquecimento diante da interminável chuva Quando a tarde chega neste ócio Ócio, ódio, ócio. A primavera se faz Macondo. Ofício, ócio. Ódio. Cio. Ócio. Chuva. Ócio... cio . .. ócio Ossos. Cio, ossos. Joka Faria Primavera 2026 https://www.youtube.com/shorts/gYJC4sSeQzc
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Ai que saudade de Paulo Freire Joka Faria Nestes dias de chuvas abundantes em setembro... amanhã com certeza é primavera... Nem sei quando chega o verão... só sei que amo ler não só os livros, mas a vida. Aprendi a amar dar aulas, nas escolas já fiz de tudo com a função eventual... dez anos, e como prêmio ganho a perda de um contrato. Estava feliz com a escola que escolhi... Amo os confrontos diários... sejam crianças ou adolescentes... Já não tenho ideia se irei passar em algum concurso e se irei continuar fazendo... Mas perder um trabalho é uma rotina no capitalismo, não temos nenhuma estabilidade... pequenos ditadores sempre passam, e os grandes também... Gabriel García Márquez faz uma leitura da América em seus livros... tenho vontade de rever a série Cem Anos de Solidão na Netflix... com certeza relerei Cem Anos no Kindle... Mas perder um trabalho é coisa passageira para quem aprendeu a amar a função de professor, devo ser um professor fora da ordem, poi...
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uma crônica de setembro Se vier o fim, o apocalipse não iremos nos aposentar Vivemos este setembro chuvoso e frio, sem sol de primavera. Fui para as ruas, fiquei longe da internet. Tenho alguns anos de trabalho ainda — com fim ou sem fim, ainda estamos nesta dimensão. João Carlos Faria Joka Faria · Setembro, 20, Domingo · 2026 Se vier o fim o apocalipse não iremos nos aposentar Joka Faria Dias tão estranhos como os que vivemos agora, às vezes está difícil o hábito da escrita. Pois carecemos de nos entender para interpretar o mundo. Vivemos este setembro chuvoso e frio. Sem sol de primavera, nem as manhãs de setembro. Amo as canções de Beto Guedes e de Vanusa. Eu gostaria de arriscar um conto. Mas a crônica se faz necessária. A cidade me fez mais necessária que nunca na sexta e no sábado. Fui para as ruas. Fiquei longe da internet. Fabrício Carpinejar tem refletido sobre isso, assim alguém me falou.. Vi ao acaso marcha da maconha na rua 7 de setembro e a guarda municipal conversa...
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A ilusão que nos cerca dentro desta caverna Joka Faria Luzes, céu, colorido... um universo diante de olhares abismados... Ela não sentiu sua desmaterialização. Era uma tarde de quarta-feira... E a vida transcorria normalmente... E tudo começou a ruir... os pilares dimensionais... Tudo se dissolvendo... E cá estamos de novo aqui em nossas rotinas... Até quando? Quando? Me diga... me diga... toda esta rotina... nascer, crescer, morrer? Você não percebe nada estranho nisso? Ir e vir com estas explicações pífias, escolas, religiões, o desejo da família? A mulher trans declarava sua liberdade no Instagram... Nunca aceitara o que era? Uma bíblia debaixo do braço, e o culto achava tudo mentira... Um nome masculino de batismo... E agora, ela feliz com seus cães, vivendo numa periferia. Será que ela nunca percebeu a dimensão em colapso? Tantas ilusões, não negue. As bruxas existem, enormes em suas vassouras... Sofia Isella com suas performances, sua poética... E ela viu tudo ruir... e não...
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Canção das entrelinhas Joka Faria Eu sou travestido de roupas masculinas. Dualidades... Somos admiráveis seres humanos... Embora, muitas vezes, desumanos. Ser e ter... se somos espírito e caos. A política nos inferniza... Quase nunca para o bem dos inconformados... Povo, massa de manobra... Enquanto as covas do dia seguinte estão sendo preparadas em frente a uma escola... Eu e tu travestidos de imposições sociais. Ney Matogrosso e Xuxa mostram as possibilidades imagéticas de corpos não domesticáveis... Eu travestido e vestido de humano. Anseio por voltar ao meu EU SUPERIOR... Desço escadas nesta dimensão de fantasia... Corpos domesticáveis pela mídia diária, pela educação... Quando realmente saberemos os caminhos reais até a liberdade? João Carlos Faria 9 de setembro de 2026, dias frios e chuvosos de inverno. Quarta-feira.
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Só nos resta os livros Joka Faria Dias frios de inverno, e a vida está aí. Quem somos? Em nossas inúmeras possibilidades de identidades? O tempo esvazia-se na ampulheta, uma eterna busca para se entender. Os desafios diários. Fantasias, sonhos... liberdade? De fato, sabemos o que é liberdade? O filósofo Solfidone... nos diz que não somos livres nem do vaso sanitário. Saída para viver e deixar de sobreviver. O Brasil em plenas eleições, onde a democracia liberal está sempre em jogo. É uma democracia de fato, onde podemos conquistar nossos sonhos? Pensar utopias? Vivemos numa sociedade onde os sonhos são tolhidos... pela necessidade eterna de sobreviver e nunca viver... E nosso tempo se esvazia na ampulheta. Saúde, chegada da terceira idade em poucos anos. Amores que nunca se realizaram... e estamos numa sociedade onde o simples ato de consumir é uma felicidade momentânea. Os supermercados das crenças estão aí... Qual é a sua? Eu já usei e abusei destas prateleiras de crenças. Consu...
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Contos das madrugadas de inverno Joka Faria Eram cães dançarinos nas noites de silêncio .. Ele delirava com ela embaixo do chuveiro num amor num dia de verão. Nas ruas os cães dançavam e uivam ... Ela o rasgava em seus desejos .. corpos cheios de desejos e suores ... ela gritava para ele vamos trocar de corpos na próxima vida você mulher e eu seu homem .. Saiam semi nus para o rio de águas geladas .. e seus cães os seguiam .. Chegando a beira do rio se despia e se amavam .. andavam tateando numa noite escura dentro do ria até a cachoeira .. E lá mergulhavam .. Se aqueciam .. e voltavam o caminho até a casa .. só os dois e seus cães dançarinos .. Ficaram assim anos a fio, fazendo freelancer para algumas empresas de IA .. E nisso descobriram que as IA eram independentes e possuem vida.. Faziam ataques cibernéticos aos data center ... As vezes iam ao vilarejo cravado na Mantiqueira se abastecer de alimentos .. viam alguns saraus nas ruas .. C...