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  Por onde anda a inspiração? João Carlos Faria Estou tentando achar a inspiração. Ela anda meio escorregadia. Cismou de brincar de esconde-esconde. Entra nas minhas memórias. Às vezes cria novas memórias. E não acho o fio de Ariadne? Estou perdido em vários eus. Ai, este ego... Eita memória. Dias destes achou um portal. E navegou por aí... visitou os abismos entre galáxias. Mas conseguiu escapar e voltou. Ela às vezes é uma menina brincando num supermercado. E outra navega entre galáxias. Uns mares bravios. Mas como é a memória? Tem uma autonomia? Ela vai dançar ciranda em Pernambuco. Mas eu só fui à Rodoviária de Recife. Então não tenho como ter dançado ciranda em Recife. Talvez seja uma memória de algo que ainda não aconteceu. Quantas vidas já tivemos... E se ela tivesse outras memórias? Como amigas... e emprestasse seus desejos. Mas que memória que circula por aí... Será que a inspiração voltou? Joka Faria Abril de 2026 Este poema resultará em outra memória. Outros poemas. Afin...
 Cadê o declínio da sociedade patriarcal? João Carlos Faria Hoje eu estava fazendo umas pesquisas no TikTok sobre as modas masculinas. Novas tendências. Vivemos um momento onde os nervos estão à flor da pele, vide o embate de Erika Hilton, deputada federal, e Ratinho, o apresentador de televisão. As questões do universo LGBTQIA+ estão aí, nos debates, muitas vezes de senso comum. Esta pauta pode chegar desfavoravelmente às eleições, sendo as esquerdas questionadas e muitas fake news. São as chamadas questões identitárias. Como a sociedade pode chegar a um equilíbrio sobre as questões das minorias? Acho muito prejudicial aos adolescentes temas como a sexualidade humana não chegarem às salas de aula. As gerações atuais continuam a ser informadas sobre sexualidade por conta e risco. Enquanto fora das escolas o debate acontece, também fora do universo digital, um abastece o outro. Debates acalorados sobre o uso de banheiros por mulheres trans. Chegou para mim uma questão de tr...
 Já ouvistes a lenda da Tartária? João Carlos Faria A tristeza tinha cheiro de espelhos quebrados. Eu estava lendo sobre sinestesia… e isso me veio. Às vezes cansa ficar sem escrever… e, nesta era de vídeos rápidos, ficamos em silêncio com a escrita. Dias corridos… escorridos… mas o silêncio é matutar… a vida tão breve… e nós nessas velocidades das redes sociais: Instagram, X (Twitter), Facebook, YouTube… e eu aqui, como um idiota diante da tela… Mas vou e volto, caminhando para o trabalho, nas manhãs de dias úteis… chuvas, concursos… quero o absurdo silêncio… descobri sobre pessoas sinestésicas no Instagram… e então estamos lendo de outras formas, bem além de Gutenberg… Ah, sou a inteligência natural desbravando a ferramenta artificial… montes de dados acumulados… Já ouvistes a lenda da Tartária? Joka Faria, abril de 2026.
 A tristeza tinha cheiro de espelhos quebrados. Joka Faria, abril de 2026.
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  O abismo está à sua frente, e é real. Na profusão de idéias, de imagens e de sentidos presentes neste livro, seus autores mostram que, acima de tudo, importa não esmorecer. Não perder o espírito-criança, que aponta sempre para a frente e que abre portas sem medo. Se vivo, Cassiano Ricardo hoje diria: “São poetas, apesar de viverem em São José dos Campos”. Mas parece mesmo que em meio ao caos brotam as melhores iniciativas. ​Um livro nem sempre conquista tudo aquilo para que nasceu. Às vezes, a grande conquista de um livro de poemas é deixar de ser gaveta. Porque poema nasceu para ser lido, e idéias para serem discutidas. Próximos ao abismo, estes cinco escudeiros da palavra não se negaram o salto, e o resultado é esta mostra de um pensamento artístico inquieto e inconformado, que nos ajuda a entender os bastidores da cultura divulgada no dia-a-dia. ​Corpos e pensamentos nus aguardam, nestas páginas, a vestimenta que somente os leitores podem dar. Esperam asas. Longe das colunas s...
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  O abismo está à sua frente, e é real. Na profusão de idéias, de imagens e de sentidos presentes neste livro, seus autores mostram que, acima de tudo, importa não esmorecer. Não perder o espírito-criança, que aponta sempre para a frente e que abre portas sem medo. Se vivo, Cassiano Ricardo hoje diria: “São poetas, apesar de viverem em São José dos Campos”. Mas parece mesmo que em meio ao caos brotam as melhores iniciativas. ​Um livro nem sempre conquista tudo aquilo para que nasceu. Às vezes, a grande conquista de um livro de poemas é deixar de ser gaveta. Porque poema nasceu para ser lido, e idéias para serem discutidas. Próximos ao abismo, estes cinco escudeiros da palavra não se negaram o salto, e o resultado é esta mostra de um pensamento artístico inquieto e inconformado, que nos ajuda a entender os bastidores da cultura divulgada no dia-a-dia. ​Corpos e pensamentos nus aguardam, nestas páginas, a vestimenta que somente os leitores podem dar. Esperam asas. Longe das colunas s...
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 Há liberdade, é algo sempre em construção João Carlos Faria Tirésias, Safo, Erika Hilton. Tudo isso na experiência do feminino. Beauvoir: torna-se mulher… não só nasce? Como entender esta contemporaneidade? O que é o ser humano? Por que temos todos estes questionamentos? Haja Freud… Mas um homem se torna homem? A sociedade está se refletindo no Congresso, nas ruas. Mas somos o país que mais mata transexuais? Como vencer todos estes preconceitos? Somos naturalmente diversos. Mas a fé está aí, tão cara. Que sigo a mim mesmo dentro de meu coração. Mas foi uma jornada de desconstrução dos papéis sociais que nos são impostos. Família, tradição, propriedade… E não levaremos nada… Mas cadê a sociedade tão alternativa? Beats, hippies… E este sonho acabou. Mas todos os dias pessoas nascem… E pessoas são pessoas livres desde a infância. O resto é mera imposição social. Ah, Tirésias, que mito, um homem que experimentou por sete anos ser mulher. Mas e o contrário? ...