Corpos Dilacerados Corpos dilacerados em meio ao barro, na infantilidade de Adão e Eva... Um corpo num deserto. Uma caatinga. Um Nordeste. África. Atacama. Corpos em lama, longe da estética fácil, dócil, do Instagram. Há corpos não domesticáveis. Ancestrais. Longe, bem longe, da ingenuidade da sociedade capitalista, do fast food. Arte indigesta. Um réquiem para a alma. Joka Faria Junho de 2026. https://www.instagram.com/p/DZGn2lkR9L_/
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Os Americanos Chegaram Bob Dylan dança ciranda em Pernambuco, com um jeito de falar português meio desengonçado. "Esta ciranda quem me deu foi Lia de Itamaracá." Bob Dylan no meio de uma ciranda. Jorge Mautner sai da água e grita: "To be or not to be." Casas-grandes sem senzala... Estes americanos dançam nus. Ciranda. Walt Whitman. Virginia Woolf. É noite em Pernambuco. Pegam seus barcos para irem às orgias. Todos para Fernando de Noronha. Cara e crachá. Para a orgia. Há que orgia. Dançar ciranda com os americanos. Todos nus, absolutamente nus. Os americanos chegaram. Joka Faria 2 de junho de 2026 Inspirado numa postagem de Djalmax no grupo Caros Amigos, no WhatsApp.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
THE SCREAM À Edvard Munch Caminhamos pela estrada Iluminada por uma nova estrela. Nascem novos sonhos. E tudo recomeça no início. Eis os deuses retornando e Revelando segredos já revelados E que éramos incapazes de enxergar à sombra, quanto mais à luz. Não digo à que vim, mas simplesmente caminho. Desesperadamente, grito. O mundo que via, não mais existe. Não compreendo e desespero-me busco o vento, busco a água. Caminho pela estrada iluminada pela estrela. Oh Lúcifer, dá-me a luz. Nascem sonhos e tudo inicia-se. Eis os deuses retornando Revelando segredos já revelados. Eu, incapaz de compreender mistérios Agora vejo ao longe a luz. Começo a me reconhecer. Grito em êxtase E me entrego ao sabor de ser. De repente percebo-me deus. Joka Faria Seis Passos para Abismos (2002)
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Canção à Brisa de Outono Joka Faria Noite de outono é uma brisa. Adentra meu quarto. Leio a Folha de São Paulo; às vezes, matérias que servem para alguma coisa, outras nem tanto. O celular em silêncio. Já fechei o WhatsApp. Esta brisa, enquanto as matérias tentam nos alertar sobre o Super El Niño. Mas gosto mesmo é de leite em pó com açaí. Como gostaria de experimentar um açaí no Ver-o-Peso, em plena Amazônia. Mas tem o açaí juçara da Mata Atlântica. Vi Celso de Alencar declamar seu poema sobre a calcinha, bem longe desta sensualidade esquizofrênica em que vivemos. O Facebook já não é o mesmo, mas ainda permite textos, enquanto as outras redes sociais são só vídeos. Que empresa irá criar redes sociais do Sul Global? Salve o Entrementes e meus resistentes blogs. Continuo a não ter grana para lançar meu segundo livro. Contra o fascismo, só temos fé em nossa humanidade. Estes dias, só fui ao cinema na sexta-feira, sem o pecado de nada. Sábado e domingo em silêncio, sem caminhadas, l...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Canções da inexistência Cactus não olham espelhos. Não relatam a vida. Imaginem se os espelhos revelassem nossos segredos... A nudez de nossas almas? Cactus não olham espelhos. Quem somos nos umbrais das noites? Cactus não olham espelhos. Almas dilaceradas pelo cansaço de ir e vir nessa imensa roda-gigante. Cactus não olham espelhos. Como é triste viver adormecido enquanto o universo pulsa. Cactus não olham espelhos. Seus espinhos nos dilaceram nas idas e vindas dos umbrais. Cactus não olham espelhos. Até quando esta ilusão que chamamos de vida? Cactus não olham... não olham espelhos... Só sentem o tempo esperado para o fim nesta dimensão? Cactus não olham espelhos e não refletem, e te mostram nu diante desta ilusão chamada vida? Joka Faria 25 de maio de 2026, segunda-feira.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Anônima, Vanessa Alves Por Joka Faria Domingo, ontem estive no lançamento de Anônima , de Vanessa Alves, um livro que já estou devorando. Uma leitura sem limites da vida. Rompe tabus ainda insistentes sobre a sexualidade humana. Um livro que merece ser lido, devorado, degustado. Menos de cem páginas de um romance ousado e totalmente poético. Segundo livro desta poeta e escritora brasileira, nascida no interior de São Paulo, em São José dos Campos, formada em Jornalismo. Vai para capitais como São Paulo e Rio de Janeiro e vem conquistando espaços de público e crítica. Circula pelas cenas literárias e artísticas destas cidades. Procurem e leiam seu livro. Anônima. Segue uma entrevista que fiz com ela e que está no meu canal do YouTube, Instagram, Facebook e TikTok. Já estou na leitura de seu livro. Comecei a ler ao sol da Vista Linda, em frente ao Banhado. João Carlos Faria 24 de maio de 2026, domingo Fui convidado a escrever letras de música para um cineasta...