Avistamentos do alto dos céus do X

Joka Faria

Há algo estranho no ar... Vi umas imagens de objetos voadores supostamente nos terremotos da Venezuela.

Mas e aí? Como acreditar em nossas visões de vídeos?

Investigar, tentei; salvar para repassar, e nada.

Mas os céticos dirão que é ilusão?

Mas tudo não é um sonho?

Com a passagem do tempo... ao acaso conseguimos parar o tempo?

Não. Tudo é inexorável... interminável... Eu, que não sou Gal... Afrodite...

Sou apenas João.

Mais um João no registro civil... Joka é uma invenção.

Mas como seria ser o outro? Corpo, alma e sentido?

Mas como gostaria de explorar o Eu feminino nestes adoráveis dias LGBTQIA+... Brincar de não ser e, sendo eu, realmente existo?

Estas nossas vestimentas corpóreas não dizem quem realmente somos?

Tantas explicações religiosas... filosóficas...

Somos biológicos, mas quem sabe máquinas?

E estes recorrentes avistamentos?

Eu e todo mundo somos desejo.

Crianças a desvendar a vida... atores sem palco...

O que Paulo Leminski diria disso tudo?

Escrevo ouvindo um documentário de Os Doces Bárbaros no YouTube.

Ai, como são tão criadores em tempos em que se cria música usando inteligência artificial...

A arte nunca será a mesma...

Por isso canto e desafino em meu pandeiro sem ritmo... Mas já criaram uma música com uma crônica-poema que fiz...

Como já escrevi, somos atropelados pelo tempo...

João Carlos Faria

29 de junho de 2026, segunda-feira

Texto de domingo, excepcionalmente numa segunda-feira de Copa do Mundo.

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