Ela, um outro eu? Tenho um heterônimo feminino. Mas o Google cismou em pedir a identidade. Mas que identidade eu posso fornecer? Ela corre um risco... Mas hei de achar alguma estratégia para mantê-la viva. Eu, tão Fernando Pessoa em minha ousadia. Criar outras vozes, mas sou escritor. E minha imaginação pode tudo? Ou quase tudo. Ser a menina... a mulher. A velha... Viver é desventura ou aventura? Se podemos criar vidas que nunca existiram... Ela é o eu não existente... Ela já se perdeu no Instagram... Mas hei de achar soluções. Que pena que vocês nunca a leram... Ficará só em sua imaginação... Mas este eu plural existe. Está aí num blog... quem sabe páginas de livros... Um eu que não sou e sou... uma voz dissonante de tudo que escrevo, sem amarras. Sem a moral de uma sociedade que não respira possibilidades. Uma voz nunca perdida... Afinal, quem somos? Joka Faria maio de 2026, domingo, 3.
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O desemprego é o maior mal de uma sociedade. Joka Faria Agora, antes de abrir o e-mail para escrever este diário de domingo, eu estava vendo o X, o antigo Twitter. Acho bem estranho, quando não escrevo no domingo à noite, este ar de fim e começo de uma nova semana. Que bom quando não se está desempregado. Eu senti isso inúmeras vezes na vida, esta sensação de desamparo. Por este motivo, sou a favor do Bolsa Família e de qualquer outra forma de transferência de renda. O desemprego é o maior mal de uma sociedade. Acredito que deve haver incentivos às empresas e ao poder público para contratações de pessoas com 50 anos ou mais, já que boa parte das trabalhadoras e dos trabalhadores irá se aposentar por idade. Em concursos e contratos, deveriam ter preferência. Na iniciativa privada, em empresas com mais de cem funcionários, uma cota e treinamento. O Bolsa Família deveria exigir uma contrapartida de estudos para quem é beneficiário. O mercado de trabalho é um desafio para muitas pessoas; ...