Nas brechas do mercado


Joka Faria, professor João.


Nada como encontros. Este mês, minha rotina de finais de semana está enriquecida com passeios pelo Vale do Paraíba. Boas companhias e papos do mais trivial ao filosófico, literário e reflexões no campo da política. Se bem que, na política, não estou inquieto, e sim mais acompanhando os fatos históricos. Sou leitor de jornais. Hoje em dia, através de aplicativos da Folha de São Paulo, G1 e BBC em Inglês. Meu X, antigo Twitter, eu preciso treinar os algoritmos. Só me vêm vídeos que não acrescentam na reflexão.

Estou tranquilo, embora saiba que eleições são um desafio para as forças democráticas, não só no Brasil, mas no mundo todo. Aqui no Brasil, pós-Dilma Rousseff, enfrentamos esta nova extrema direita que chamo de extrema pobreza humana.

Não tenho me interessado, ou nada tem me chamado a atenção, nas lutas em minha cidade. Uma cidade de voto bem conservador, mas que já teve duas gestões do PT. Mas hoje despontam novas lideranças. O PT aqui parece bem cansado e sem nenhuma renovação.

Sou criador de grupos no WhatsApp para mobilizações sociais, culturais e artísticas. Acredito que o mesmo aconteça em sua cidade?

Tenho focado na educação. Trabalho diretamente com a questão da inclusão. Mas acho que cabe às esquerdas quebrarem seus preconceitos e investirem em soluções empreendedoras. A exemplo do portal Entrementes, que é um dos sites de cultura na atualidade no Brasil, enquanto todos os criadores de conteúdo focam nas redes sociais.

Ontem estive numa padaria em Jacareí, num destes chamados shoppings abertos, com amigas e amigos, amigues. Penso em desenvolver um formato de espaço de arte e cultura, de forma rentável, nestes lugares. Assim, nas brechas do mercado, criar estruturas de reflexão social.

Vai ter um desses shoppings no meu bairro. No programa Entrelinhas, da TV Cultura, têm mostrado o crescimento das livrarias de rua. Quem sabe teatros e cinemas? Afinal, as ruas são o palco da sociedade.

As esquerdas precisam voltar a pensar nas ações de cooperativas. Na Argentina e Venezuela, estes movimentos são fortes. Os argentinos vão superar o governo Milei, e nosso desafio no Brasil é reeleger Lula.

Mas criar espaços além de ONGs e pontos de cultura se faz necessário. Pensadores russos do teatro já faziam estas reflexões no início do século XX.

A sociedade está cada vez mais exigente. Quer conforto em seus lazeres e está disposta a pagar por isso. Para mim, foi ótimo ver outras cidades além de minha São José dos Campos. Que venha a agenda de junho e julho.

Empreender não custa; o esforço é recompensado. Descobrir quais as soluções no mercado de entretenimento para um público ávido por novidades e gerar empregos de qualidade dentro da jornada quatro por três: quatro dias de descanso e três de trabalho.

Vamos que vamos. Pensar e agir para mudar nossas vidas.

João Carlos Faria
Maio de 2026

Joka está querendo rascunhar roteiros de filmes e publicar seu segundo livro. Mas precisa enfrentar seu lado Macunaíma.


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