O teatro do caos

Joka Faria

O desespero às vezes nos move... muitas vezes estamos paralisados diante de nossas impotências diante do universo... Nas madrugadas vemos surgir nossos monstros sem nenhuma máscara... nus diante de nós... Eu, há dias ou meses, estando como um personagem que somos... multidões de sonâmbulos... As redes sociais nos dizem muito e nada...

Circulei pelo nosso território de cidadãos do Vale do Paraíba: nossa terra, nosso rio. Tem hora que me jogo em meu abismo de terror e sou um ator de simpatia... quando chega a noite, em frente à multiplicidade de demônios que me habitam... Nos cansa este palco.

Tiro as máscaras em meu delírio neste labirinto chamado vida.

João Carlos Faria
Cinco de novembro de 2026, madrugada.

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