Canção das entrelinhas Joka Faria Eu sou travestido de roupas masculinas. Dualidades... Somos admiráveis seres humanos... Embora, muitas vezes, desumanos. Ser e ter... se somos espírito e caos. A política nos inferniza... Quase nunca para o bem dos inconformados... Povo, massa de manobra... Enquanto as covas do dia seguinte estão sendo preparadas em frente a uma escola... Eu e tu travestidos de imposições sociais. Ney Matogrosso e Xuxa mostram as possibilidades imagéticas de corpos não domesticáveis... Eu travestido e vestido de humano. Anseio por voltar ao meu EU SUPERIOR... Desço escadas nesta dimensão de fantasia... Corpos domesticáveis pela mídia diária, pela educação... Quando realmente saberemos os caminhos reais até a liberdade? João Carlos Faria 9 de setembro de 2026, dias frios e chuvosos de inverno. Quarta-feira.
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Só nos resta os livros Joka Faria Dias frios de inverno, e a vida está aí. Quem somos? Em nossas inúmeras possibilidades de identidades? O tempo esvazia-se na ampulheta, uma eterna busca para se entender. Os desafios diários. Fantasias, sonhos... liberdade? De fato, sabemos o que é liberdade? O filósofo Solfidone... nos diz que não somos livres nem do vaso sanitário. Saída para viver e deixar de sobreviver. O Brasil em plenas eleições, onde a democracia liberal está sempre em jogo. É uma democracia de fato, onde podemos conquistar nossos sonhos? Pensar utopias? Vivemos numa sociedade onde os sonhos são tolhidos... pela necessidade eterna de sobreviver e nunca viver... E nosso tempo se esvazia na ampulheta. Saúde, chegada da terceira idade em poucos anos. Amores que nunca se realizaram... e estamos numa sociedade onde o simples ato de consumir é uma felicidade momentânea. Os supermercados das crenças estão aí... Qual é a sua? Eu já usei e abusei destas prateleiras de crenças. Consu...