Ai que saudade de Paulo Freire

Joka Faria

Nestes dias de chuvas abundantes em setembro...
amanhã com certeza é primavera...
Nem sei quando chega o verão... só sei que amo ler
não só os livros, mas a vida.
Aprendi a amar dar aulas, nas escolas já fiz de tudo
com a função eventual... dez anos, e como prêmio
ganho a perda de um contrato.
Estava feliz com a escola que escolhi... Amo os
confrontos diários... sejam crianças ou adolescentes...
Já não tenho ideia se irei passar em algum
concurso e se irei continuar fazendo... Mas perder
um trabalho é uma rotina no capitalismo, não
temos nenhuma estabilidade... pequenos ditadores
sempre passam, e os grandes também...
Gabriel García Márquez faz uma leitura da América
em seus livros... tenho vontade de rever a série
Cem Anos de Solidão na Netflix... com certeza relerei
Cem Anos no Kindle... Mas perder um trabalho é coisa
passageira para quem aprendeu a amar a função de professor,
devo ser um professor fora da ordem, pois a hora agora
é de pichar a educação.
E não uma busca de ressignificação dentro do século vinte
e um... Não aprendi o caminho de criar teses de mestrado
ou doutorado.
Prefiro uma escrita que todos possam entender.
Como a de Gabo, pois sua obra circula em nossas
cabeças. Qualquer hora adentro em Karl Marx.
Não sei quais os rumos, a esquerda, a direita,
sei que ainda somos humanos...
Será que veremos anos e anos de chuva...
Mas, meus caros, só faltam dois por cento para reeleger
Lula no primeiro turno...
Então invoco a memória de Gabo e Marx...
Ai que saudade de Paulo Freire.

João Carlos Faria
22 de setembro de 2026, terça-feira





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