Feira do Colonial: Grito das Periferias
Há a Feira do Colonial. É o povo.
Não a classe média domesticada do Vicentina Aranha.
A feira é liberdade. É vida.
A cidade ali respira. Respira.
Não é domesticada.
Não é adestrada.
Abaixo a zona de conforto.
A arte é a Zona Norte carioca.
É a periferia de Sampa.
É Goiás.
É este imenso Brasil.
A arte em São José tem que explodir nas periferias.
Só as periferias salvam o Brasil
da mesmice de uma classe que se acha elite —
e continua a ser povo,
presa no narcisismo,
sem reflexão.
A arte pega a merda na mão
e joga na cara dos que causam injustiça social.
Liberdade —
um grito que ecoa desde a Inconfidência Mineira.
Joka Faria
Abril de 2026
São José dos Campos — SP
Joka fez parte da descentralização da cultura
no Departamento de Ação Cultural da Fundação,
na gestão da prefeita Angela Guadagnin (PT),
sob o comando de André Freire e Beth Brait.
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