Diálogo de nossa perplexidade diante da guerra
João Carlos Faria
Guerra, guerra, guerra.
Desde sempre a guerra.
As guerras externas e nossas guerras internas.
Disse Guimarães Rosa: viver é perigoso.
Quando teremos paz? Nunca, nunca,
como no poema O Corvo, de Edgar Allan Poe,
em outro contexto.
Há conflitos, mas este palhaço chamado Donald Trump
passa dos limites? Ou Milei na Argentina.
Déspotas eleitos, e quem nos salvará desses déspotas
atuais?
Já foi-se o tempo em que acreditávamos em nossa cruel
mania de achar que mudaremos o mundo. Somos
o tempo todo engolidos pela esfinge.
Devorados nesse nascer e morrer.
Trump é insano e tem votos?
Como retirar um tirano do poder?
Não sabemos. Tantos presidentes do mundo, opa,
da América do Norte… E este fanfarrão ultrapassa os limites.
Minha geração, que já passa dos cinquenta, ainda está perplexa diante de Trump.
Dizem as teorias de todas as conspirações que as bombas atômicas
foram neutralizadas pelos ETs, os donos desta bolha.
Epa, não venha: minha escrita é livre. E sua opinião de leitor é válida,
pois isso aqui é um diálogo de nossa perplexidade.
Ainda estamos vivos e vemos o horror das guerras: uma escola de meninas atacada no Irã.
Rússia e China sem ação, para manter o mercado. O adorável deus
mercado. O SENHOR DAS GUERRAS.
O mundo sempre foi cruel, como a cena do início de 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick.
Armas sem alma, guiadas por inteligências artificiais, estão aí.
Afinal, onde estamos? Quem somos?
E nós aqui nos trópicos?
Estou quase a finalizar A Guerra de Canudos, de Euclides da Cunha,
Os Sertões.
Que obra de fôlego. E quem irá retratar esse mundo às gerações
futuras?
João Carlos Faria
1 de março de 2026, domingo.
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