Como será o pós-vida?
João Carlos Faria
Eu estava passando o tempo no Facebook, aí tinha uma postagem do MUBI. Uma plataforma de filmes mais ousados para quem gosta de um estilo de cinema. Hoje descansamos as vistas nas redes sociais. Suportaríamos meses sem estas redes? Ou sem fazer um diálogo insano com uma IA? Enfim, continuamos em nossa solidão, mas enganadamente conectados. Na minha juventude, eu e três amigos nos encontrávamos depois de uma sessão de filmes cult.
Aí mandei uma mensagem: que tudo passa. E quem sabe estaríamos em encontros em 2070. Pô, se vivo estiver, estarei com cento e um. Como a vida passa num piscar de olhos! E tanta coisa por fazer. Como será o pós-vida?
Vemos os supermercados da fé e suas prateleiras repletas de crença. Mas, realmente, e aí? E se for como uma amiga pensa: um não existir? Eu sonho, respiro e descubro canais de ensinamento cósmico. Mas certeza, quem realmente tem?
Eu atualmente acompanho alguém no YouTube. E acho que todos têm a liberdade de acreditar no que te faz bem. Mas prova? Dentro do que a ciência fala? Mas a vida é feita de frustrações. Ilusões. Quem realmente é feliz?
Este domingo está quente e sem chuva. Dei uma caminhada de quase duas horas depois das 19 horas. Mas saber quem realmente somos e o que nos espera é como perguntar à esfinge. Marcelo Marins, que eu acompanho, fala de uma cosmogonia cósmica. Ressoa em mim, mas talvez não ressoe em você, leitor?
Há viver. Ontem eu acordei e pensei que ainda estou aqui, nesta repetição interminável? Só sei que escrevo, faço vídeos, para compartilhar minhas perplexidades diante deste existir. Eu me senti estranho quando levei um tombo de minha bicicleta, sem ninguém para ajudar.
E como será o dia em que morreremos? Uma liberdade ou continuidade desta prisão em outra dimensão? Como diria a canção... FELICIDADE NÃO EXISTE. E vamos ouvir Odair José.
Joka Faria
Domingo, 22 de fevereiro de 2026.
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