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Mostrando postagens de janeiro, 2026
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Como somos felizes em sermos imperfeitos Joka Faria Eu nunca escrevi uma carta de amor. E nem pediria a uma IA que escrevesse uma por mim. Nunca abri um Tinder. Já pensei em abrir. Eu estava respirando para escrever. Pode ser também um bilhete, mas acho que ela talvez não entendesse a minha letra. Creio que nem as bancas de concurso entenderiam. Como somos felizes em sermos imperfeitos. Isso nos faz humanos. Não gosto da perfeição das coisas certinhas. Gostei de ver o pneu da minha bicicleta, bem longe de casa, murchar — e uma pessoa o encheu para mim. Parei de trocar as marchas da bicicleta: só pedalo na mais pesada. Desço para depois subir os morros, e aí eu curto o caminho. Afinal, quem somos nestes dias em que até nas férias nos sentimos cansados? Tenho que estudar para mais um concurso. Já perdi a conta de quantos foram. Fui bem melhor no ano passado. Mas isso tudo nos distrai de ouvir o canto do passarinho. Ou de levar um cachorro para passear. Há um livro que nunca termino de l...